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CIENTISTAS BRASILEIROS #01 - PARA ALÉM DOS PRÓTONS E ELÉTRONS, César Lattes

  • Foto do escritor: ogrupogatu
    ogrupogatu
  • 22 de mar. de 2018
  • 2 min de leitura

Cristiane Cousseau | Março de 2018


Quem, no ramo científico, nunca ouviu falar da Plataforma Lattes? Meio difícil né? Mas, tu já parou pra pensar o porque que a maior plataforma de currículos de pesquisadores brasileiros foi batizada com este nome? Césare Mansueto Giulio Lattes (1924-2005), ou como a maioria dos registros descreve: César Lattes, esta é a resposta!


César Lattes era paranaense, de Curitiba, graduou-se em física pela Universidade de São Paulo e foi um dos brasileiros que esteve mais perto de ganhar o prêmio Nobel. Em 1946 foi estudar na Inglaterra, em Bristol, onde trabalhou com uma equipe que realizou a comprovação experimental da existência do méson pi, uma terceira partícula presente no núcleo atômico, que tem por função manter o núcleo coeso, a ideia foi proposta pelo japonês Hideki Yukawa, o que o rendeu o prêmio Nobel de 1949, pela previsão da existência da partícula, e o de 1950 a Cecil Powell, diretor do laboratório em Bristol, na Inglaterra, que dividiu a descoberta do méson junto com Lattes e com o italiano Giuseppe Occhialini.


Quando retornou ao Brasil, em 1949, participou da criação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro; em 1951, da criação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), teve forte atuação dentro do grupo responsável pela criação do Instituto de Matemática Pura e Aplicada, da Escola Latino-Americana de Física e do Centro Latino-Americano de Física.


Ele pesquisava técnicas de emulsões nucleares, usadas para estudar as partículas componentes dos átomos com a ajuda de placas fotográficas capazes de registrar o caminho percorrido por cada partícula, após incidir sobre elas. Essas placas eram muito utilizadas para registrar a atividade de raios cósmicos.

Em 1962, iniciou na Unicamp a colaboração Brasil - Japão para o estudo de interações a elevadas energias na radiação cósmica. Juntamente com outras instituições nacionais, essa se tornaria a parceria mais duradoura da física de raios cósmicos, que permanece até hoje, 70 anos depois que tudo começou, seu nome ainda tem um grande peso na ciência brasileira e mundial.


Referências: Academia Brasileira de Ciências. Física Notícias: Germana Barata e Flávia Natércia (Scielo) lattes.cnpq.br

Fonte da imagem: Clic RBS

 
 
 

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